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No mês de agosto do ano passado, a região do extremo sul baiano comemorava o anúncio de investimentos pelo Grupo São Luiz, que totalizariam R$ 192,4 milhões em ampliações, tanto nas unidades industriais, quanto na área agrícola para produção de etanol anidro e hidratado. Os protocolos de intenções foram assinados com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Menos de um ano depois, o incremento na capacidade de produção já é perceptível e avaliado pela direção da Usina Santa Maria, localizada em Medeiros Neto.

Sobre isso, o presidente do Grupo São Luiz, dr. Luiz Carlos Queiroga, o gerente industrial Edmundo Jordão e o gerente de Relações Institucionais, Marcos Antônio Costa Lemos, destacaram o cumprimento de plano de investimentos e as perspectivas para os próximos anos. O presidente do Grupo, dr. Luiz Carlos, conta que o projeto de expansão da Usina foi iniciado há mais de quatro anos, com um amplo crescimento de produção. “Estamos ampliando tanto a parte de moenda de cana como na área agrícola. Nesse ano, nossa safra prevista é de 1,8 milhão de toneladas, com projeção de moer, daqui três anos, cerca de 2,2 milhões de toneladas.

Com isso, estamos instalando uma termelétrica, para venda e exportação de energia”, disse. Dr. Luiz destacou ainda o pioneirismo do Grupo em Medeiros Neto, somando o cultivo e exploração da cana-de-açúcar à atividade pecuarista que predominava regionalmente. “Geramos milhares de empregos diretos e até cinco vezes em empregos indiretos, trazendo ao município um desenvolvimento fantástico”, acrescenta. Conforme explica Edmundo Jordão, mesmo em meio à crise pandêmica, os avanços começam desde a moenda, que foi de 250 toneladas de cana por hora para 330 toneladas. A partir de 29 de junho deste ano, com a instalação de uma nova caldeira, com geração imediata prevista em 160 toneladas de vapor por hora, o número chega a 350 toneladas de cana por hora. A produção pode chegar a um milhão de litros de álcool por dia.

“A próxima etapa é colocar mais um terno de moenda ainda neste ano, que a gente passa a moer mais 400 toneladas de cana por hora, que vai resultar em 9.600 toneladas por dia. Com um rendimento de 100 litros, chegando a 40 mil litros de álcool por hora no ano que vem. Serão cinco ternos de moenda”, diz Edmundo.

Produção de energia e açúcar

Ainda segundo o gerente industrial da Usina Santa Maria, a unidade deve começar a produzir energia elétrica daqui a um ano e meio para exportação. Serão duas máquinas: uma turbina de contrapressão de 30 megawatt/hora e uma de 25 megawatt/hora de condensação (altamente econômica, com pouco vapor utilizado e maior produção). Ato contínuo à ampliação da moenda e da produção de energia, uma fábrica de açúcar deve ser fomentada na usina. Há seis anos e meio na região, Edmundo Jordão relembra que, em 2016, em período de seca, a safra foi de pouco mais de 520 mil toneladas de cana. Atualmente, pensa-se em 2 milhões de toneladas depois de 5 anos. “É um salto muito grande, muito ousado. Essa capacidade toda vem do campo. O campo que dita a regra. Ele aumenta a safra e temos que acompanhar”, finalizou.

Para o gerente de Relações Institucionais, Marcos Lemos, a avaliação é que a usina consegue colocar os investimentos programados no ano passado. “Todos esses investimentos funcionam como um projeto contínuo em meio a essa crise. A partir do momento que se amplia a caldeira, ela amplia a moagem, dando condição para a implantação da termelétrica e, posteriormente, a fábrica de açúcar”, disse.

Por: USM/Jornal O Sollo

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